Dom, 20/05/2012 06:45

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Tag: SantidadeOrdenação

" Cultura de Pentecostes" e "civlização do amor" são temas que emergem dos pronunciamentos recentes do Magistério da Igreja Católica. João Paulo II, numa locução de 2002 dirigida ao Rinnovamento nel Spirito Santo,na Itália, falou sobre a responsabilidade da Igreja na implantação da civilização do amor , e apontou a Cultura de Pentencostes como a "unica que pode fecundar a civilização do amor e a convivência entre os povos".Em meio a pluraridade cultural contemporânea,parece ser utópica a proposta de trabalhar para construir uma civilização do amor.Cada grupo de pessoas comporta-se de maneira diferente,gerando, a seu modo,novas culturas ou remodelando as já existentes.Os cristãos , por sua vez,a partir da experiência eclesial de pentecostes e segundo os ensinamentos e modo de viver de Jesus,passam a ter um novo estilo de vida,comportamentos que se refletem numa nova forma de pensar e agir segundo o Espírito.Embora inseridos em culturas específicas no tempo e na história,tornam-se agentes transformadores a partir dessa nova vida no Espírito.O Espírito Santo prometido por  Jesus,"principal agente da evangelização",segundo as palavras de Paulo VI ,é quem anima e capacita nessa missão.

A  civilização do amor tem sua fonte no Espírito ,que em Deus ,é o laço que une reciprocamente o pai ao Filho - sentido teológico da pessoa do Espírito.O Espírito não se impõe,mas em virtude de sua característica de ser, em Deus dom interpessoal,deve ser acolhido como aquele que nos une como une Pai e Filho na Trindade.Sua ação é ,portanto,o dom pelo qual Deus que é  Amor, comunica-nos a sua vida,o amor que anima a vida das pessoas, das comunidades e da sociedade . Nesse sentido,Pentecostes é a efetivação do dom (envio,missão) do Espirito na história, feito pelo Filho encarnado,morto e glorificado, que nos leva a participar da vida divina,no amor,e viver em comunidade como  mostram os últimos versículos do capítilo 2 dos Atos dos Apostolos.A igreja por sua vez, tem por missão testemunhar, pela vida e pelo louvor ,o primado do dom do Espírito oferecido a todos os humanos.Ela é convidada a participar da vida de Deus desde agora, comunhão no Espírito, no amor:a civilização do amor.

A cultura de Pentecostes não depende de um conjunto de normas ou pressupostos teóricos.Ela é antes resultado de uma presença ativa do Espírito na vida de fiéis que se deixam por Ele possuir e conduzir, e que por isso,testemunham o amor com parresia e alegria evangélica,no cotidiano e em suas múltiplas relações .Ela não se impõe,substima ou exclui a diversidade de culturas presentes na humanidade .Antes , à luz do ministério pascal e de seu coroamento com a vinda do Espirito em Pentecostes,"purifica"(cf.Ez.36,25.29) e leva à perfeição  diversas culturas.Desse modo é compreendida sob a perspectiva que aqui procuraremos expor,a Cultura de Pentecostes apresenta-se,de fato,como sendo a única que pode fecundar a civilização do amor e convivência entre os povos,segundo as palavras de João Paulo II.

Este e estudo continuará no próximo mês acompanhe.

(Revista Teológica da Renovação Católica do Brasil A.01-n.01- 2012)

Dando continuidade à série de catequeses “Escola de Oração”, do papa Bento XVI, apresentamos, a seguir, o texto do Santo Padre no qual ele reflete sobre o salmo 22 (21).

 

“Temei a Deus e dai-lhe glória, porque é chegada a hora do seu julgamento. Adorai aquele que fez o céu e a terra, o mar e as fontes” (Ap 14,7).

 

Em 1984, o Papa João Paulo II entregou aos jovens do mundo inteiro uma Cruz peregrina e um Ícone de Nossa Senhora que se tornaram os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A partir de 1994 estes símbolos passaram a percorrer em peregrinação os países que receberiam a JMJ um ano antes do evento.

 

Os primeiros cristãos marcaram a história da humanidade. E nós, que diferença estamos fazendo no mundo?

Meu irmão, minha irmã, eu peço que você leia com atenção o breve texto abaixo, que retrata um estilo de vida que muito nos diz respeito:

“Eles estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas com sua vida ultrapassam as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos e, desse modo, lhes é dada a vida; são pobres, e enriquecem a muitos; carecem de tudo, e têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida” (carta a Diogneto, n. 5).

 

Quando menos uma pessoa merecer o seu amor, é quando ela mais necessita dele.Perdoe, perdoe quantas vezes forem necessárias, liberte seu coração do ressentimento, abra-se paranovas emoções

Uma reflexão voltada para o servo que se encontra enfraquecido em seu ministério.